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Facebook foca em mídia, móvel e e-commerce

Tema: Social Commerce

21/09/2011

Fonte: Meio e Mensagem

O Facebook está focado, neste momento, em alavancar o compartilhamento de mídia, de forma cada vez mais móvel, e usar as conexões sociais para dar ainda mais combustível ao e-commerce, afirmou o diretor de parcerias de plataformas da empresa, Ethan Beard, durante o AdAge Digital West, evento que acontece em San Francisco esta semana.

Também nesta semana, a partir desta quinta-feira, 22, acontece a f8, conferência de desenvolvedores do Facebook, que se realiza na mesma cidade, e durante a qual espera-se que a maior rede social do mundo faça um grande anúncio sobre compartilhamento de mídia (ou a plataforma de música da rede, como tem sido chamada por blogs de tecnologia). Enquanto não se confirmam os rumores do possível lançamento - que incluem matérias no The New York Times e no site TechCrunch - o executivo do Facebook discorreu longamente sobre o Spotify, site de música que tem crescido a altas taxas, e que estará presente na f8.

"Quando olhamos para a música, acreditamos que a mídia social e plataformas como o Facebook são boas em criar experiências sociais de volta", diz Beard, e recordou as compras de discos com seus amigos em lojas físicas. "Olhe para o Spotify. Eles organizaram o consumo não só ao colocar o apelo social em seus produtos, mas também em seu plano de negócios", afirma. Beard acrescenta que as principais funcionalidades do Spotify consistem no fato de que os usuários podem ver o que seus amigos ouvem e depois comprem a música.

Como parte do mantra "social by design" do Facebook, a adição de um caminho para que os usuários vejam o que seus amigos assistem, leem e ouvem é passo seguinte essencial. "Quanto mais social for a experiência - quanto mais você puder se envolver com seus amigos antes, durante e depois de consumir a mídia - mais bem-sucedido será e mais usuários do Facebook gravitarão em torno disso", acredita Beard.

Para os 250 milhões de usuários da aplicação móvel do Facebook, a admissão de Beard de que o celular não tem sido o foco principal do Facebook não é nenhuma surpresa. Funcionalidades especificamente móveis como locais e promoções foram, inclusive, reduzidas. "O Facebook é provavelmente um dos aplicativos móveis mais populares, mas ainda somos essencialmente uma empresa de internet", diz. "Estamos a caminho de projetar o primeiro celular, com a certeza de que o aparelho é uma experiência canônica", esquiva-se o executivo.

Enquanto este "primeiro celular" não chega, e o diretor do Facebook afirma que é um objetivo final para a empresa, a base de usuários móveis continua em expansão, especialmente em lugares como a Índia, onde o uso do PC está em queda enquanto o uso da internet móvel cresce.

Tráfego móvel

Para o Facebook, é complicado encaminhar o tráfego móvel para os anunciantes por meio do aplicativo: ?Você, como anunciante, não pode carregar tráfego para nós de forma eficaz porque há um desafio em fazer o link de sua aplicação do iPhone para a nossa aplicação do iPhone?, explica e argumenta que, enquanto a Apple sabe o valor inerente desse link, eles (Apple) o tornam complicado de se fazer. ?E um dos nossos objetivos é justamente direcionar o tráfego móvel para os nossos parceiros de marketing?, admite.

Enquanto fazer compras no Facebook não é uma realidade, anunciantes como Delta e Amazon têm feito experimentos na rede social que sinalizam como será o e-commerce na empresa. A ideia é que uma recomendação de um amigo é muito mais valiosa do que o resultado de buscas no Google, cujo sistema inclui informações superficiais ou spams.

A recente parceria entre Facebook e Ticketmaster pode confirmar isso, afirma Beard. Pela parceria, se um usuário do Facebook compartilhar a compra de um bilhete com seus amigos, isso poderá valer US$ 5 para a Ticketmaster. ?Temos visto a mudança de um mundo centralizado em torno das informações para a centralização ao redor das pessoas, o que nos leva a adotar uma forma totalmente diferente na hora de projetar um produto?, conclui.





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